terça-feira, 17 de dezembro de 2019
sexta-feira, 13 de dezembro de 2019
Entrevista a Paulo Azevedo | Bartender | no The Goring Cocktail Bar, em Londres.
À procura de um sonho, fez com
que o jovem, Paulo Azevedo, partir-se para Terras de Sua Majestade, UK,
Londres, apesar do momento conturbado, que se faz sentir, naquela que é
considerada a capital mundial do mundo do bar.
O Cocktails & Mistura
Fina, aproveitou a oportunidade e fez uma breve entrevista, a Paulo Azevedo, no
sentido de divulgar mais um tema de interesse junto dos futuros e profissionais
de bar, bem como, dos seguidores do Cocktails & Mistura Fina.
A paixão pelo bartending
nasceu de uma viagem que o Paulo, fez a Barcelona, onde ficou encantado pelos
bares que visitou, pela forma como foi recebido e a forma apaixonante como
grandes Bartenders Espanhóis falavam desta linda profissão.
Daí, foi um passo para
procurar um estabelecimento de ensino, onde se pudesse formar na área de bar,
sendo a eleita a reconhecida Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, Turismo de
Portugal.
Orgulha-se de ter como mentor
o grande mestre/formador/professor José Portela!
Paulo Azevedo, um jovem de 25
anos, apaixonado pelo mundo do bar, diz – se autodidática, procura adquirir
mais conhecimentos e competências, com a sua participação em diversos
workshops, palestras, master classes, tendo como meta um serviço de excelência,
provocando assim, a satisfação dos clientes.
Paulo
Azevedo os meus sinceros agradecimentos pela disponibilidade, para partilhares
momentos da tua vida pessoal, profissional, com os amantes do Bartending, e
seguidores do Cocktails & Mistura Fina.
Paulo
Azevedo, qual a tua formação a nível de bar?
Sr. Francisco! Não estava a
espera disto. Fez O meu dia! Muito obrigado!
Tenho formação de nível 5, da Escola de Hotelaria e turismo
do Porto, onde tirei o Curso de Especialização Tecnológica, em Gestão de
Restauração e Bebidas. A partir daí tem sido uma aprendizagem autodidática
e a partilha de experiência e conhecimentos por grandes profissionais desta
área.
Durante
o curso na Escola de Hotelaria e turismo do Porto, qual o estágio que mais te
marcou?
O estágio que mais me marcou
foi sem dúvida, na Vermuteria da Baixa,
no Porto. Tive o privilegio de ter
um chefe que me ensinou muito, o Marco
Guedes, que me impulsionou a desenvolver mais as minhas capacidades.
Durante
a tua actividade profissional, em que outros locais desenvolveste o teu
trabalho?
Em Portugal comecei na "cocktelaria", na Vermuteria da Baixa, no
Porto.
Antes tive um trabalho de
verão, na Vila Vita Parc, nas férias
da Escola de Hotelaria. Precisava de ganhar experiência porque me sentia um
pouco mais velho que os outros colegas de turma e não tinha experiência nenhuma
na hotelaria, decidi ir para o Algarve trabalhar pela 1ª vez, mas fui como
empregado de mesa, já não havia vagas para bar, porque já fui em julho. No entanto
foi uma experiência muito boa, conheci pessoas fantásticas e vim de lá com boas
memórias.
Paulo
Azevedo, como começou o gosto pela profissão?
O gosto pela profissão começou
numa ida a Barcelona, onde estava receptivo a mudar de ramo profissional.
O
que aconteceu em Barcelona para escolheres se barman/bartender?
Não me sentia completo porque
não tinha nenhuma formação específica. Em Barcelona visitei vários bares e
ganhei a coragem de começar a conversar com os bartenders e ouvia as histórias
deles. O conhecimento deles e o gosto que eles tinham ao falar comigo, fizeram
me ver que eles se sentiram completos. Quando voltei a Portugal procurei logo
forma de entrar na área.
Paulo
Azevedo, qual o teu actual local de trabalho?
O meu local de trabalho é no The Goring Cocktail Bar, em Londres.
Qual
a função que desempenhas?
A minha função de Júnior
Bartender.
Desde
quando?
Estou a trabalhar no hotel há
2 meses.
Como
descreves o bar onde trabalhas?
O
Goring Cocktail Bar, foi recentemente totalmente renovado, com mais
de 100 anos de história, que proporciona momentos inesquecíveis, quer com a
oferta de cocktails de autor, espirituosos de origem Inglesa, quer no serviço
de chá e suculentos snacks.
Paulo
Azevedo, qual o tipo de serviço que ofereces aos teus clientes?
O
Bar Manager, Tiago Mira, lidera uma equipa de Barmen
experimentados e Jekka McVicar, uma
enorme especialista em ervas aromáticas, redesenhou o jardim plantando mais de
cem ervas diferentes, todas para serem usadas nos cocktails, no The Goring
Cocktail Bar.
O serviço é o mais
personalizado possível. Nenhum cliente é igual e não pode nem deve ser tratado
como mais um. A nossa profissão serve para proporcionar bons momentos a quem
nos visita.
“The only impossible journey
it's the one you never begin. Don't waste your time, life is now. ✈🇬🇧” by
Paulo Azevedo!
Paulo
Azevedo, qual razão da ida para Londres, em particular num momento de grandes
decisões politicas?
Londres é uma cidade cheia de
bares, uma das melhores do mundo a meu ver para ser bartender. A maioria da
história de bartending passou por aqui e decidi vir para aprender e crescer
neste ramo. É fazer uma espécie de comparação com o futebol: Todos os jogadores
querem jogar o futebol inglês, no mundo do bar acho que é um bocado igual.
Quanto à politica deixo essa
matéria para os políticos.
Como
tem sido adaptação, em Londres?
Tem sido muito boa. Claro que
nos primeiros tempos é um pouco assustador vir sozinho, mas temos que ser
fortes para não quebrar com as saudades de casa. Tive sorte ao estabelecer
contactos com o Tiago Mira, Pedro Paulo,
e outros bartenders portugueses, que me deram dicas de como é o bar em Londres.
Estou a trabalhar num sítio óptimo, onde somos todos uma grande família e isso é
bom para quem está aqui há pouco tempo.
Paulo
Azevedo, qual a tua opinião sobre a presença dos Bartenders Portugueses pelo
mundo?
Acho incrível a quantidade de
bartenders portugueses que há só em Londres, imagino pelo mundo fora. Todos são
talentosos e todos têm vontade de aprender mais e fazer melhor.
Qual
opinião sobre a profissão de Barman |Barmaid |Bartender?
Acho que é uma profissão que
nunca nos podemos dar como satisfeitos porque nunca iremos saber tudo, haverá
sempre uma nova tendência, algo novo para descobrir. Quem começa a achar que
sabe tudo, já está errado.
O
que ofereces dizer sobre a vertente da Mixologia?
É algo que se começa a falar
muito e isso já se pode ver por haver uma disciplina no curso da Escola de
Hotelaria. Quem tem a maior criatividade está um passo a frente. É preciso
estar se sempre atento e a procurar novas fontes de aprendizagem.
Diz
algo sobre o Flair Bartending?
Não sou muito fã de flair, mas
respeito quem o faz. Eu próprio sou um pouco trapalhão, prefiro não arriscar do
que dar prejuízo. Também é outra tendência que começa a surgir em Portugal e é
bom de se ver.
Paulo
Azevedo, já tiveste alguma experiência na participação em nos Concursos de
Cocktails?
Para já só me inscrevi num concurso (Patron Perfecionist) mas
infelizmente não fui seleccionado.
Neste momento não estou a pensar
em participar em nenhum, procuro concentrar-me no meu desenvolvimento
profissional.
Qual
o teu "Cocktail" clássico preferido?
Estou dividido entre o Negroni, Old Fashioned e o Boulevardier.
Mas se tivesse que escolher um seria mesmo o Negroni.
Negroni
Ingredientes:
3 cl Beefeater 24 Gin
3 cl Mancino Vermouth Rosso
3 cl Campari
Método
de preparação:
No
Mixing Glass, adicionar os ingredientes, gelo consistente,
mexer bem para arrefecer.
Servir no
copo On-the-Rocks, sobre gelo.
Decorar com
Zest de Laranja, e rodela de laranja.
Qual
a composição de bar que mais gosta de preparar?
Gosto de preparar cocktails
que sejam stirred (mexidos), porque gosto de chegar ao ponto perfeito da
diluição, sinto-me um chef de cozinha.
Paulo
Azevedo, já criaste alguns cocktails da tua autoria?
Até à data, só criei 1
cocktail da minha autoria, o “Heartbeat”.
No entanto o mesmo já foi utilizado em 2 contextos, na minha prova final de
curso e na Cocktail Week do Porto, em 2019.
Breve
historia:
O cocktail, “Heartbeat”, foi
criado para a minha prova final, na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, o
mesmo foi inspirado na obra de Mr Dheo, onde representa também a frase "o
meu coração ficará no Porto" de D. Pedro IV.
Desejava algo que
representasse as minhas raízes, a cidade do Porto, então usei o vinho do Porto
Rose, a doçura da framboesa e a amargura que representa os tripeiros, no Bitter
de Rosas.
Mais tarde o meu cocktail “Heartbeat” voltou a ser cartaz, na Cocktail Week do Porto, 2019, na Vermuteria da Baixa, Porto, onde tive o
prazer de trabalhar, com uma equipa espectacular.
Heartbeat
by Paulo Azevedo
Ingredientes:
50 ml Tequila Patron Silver
20 ml Porto Rosé
25 ml Sumo de Lima
20 ml Xarope de Framboesa
2 Dash de Rose Bitter
Método
de preparação:
No
Shaker adicionar os ingredientes, gelo, agitar vigorosamente,
verte para o copo Martini.
A
decoração é simples com 2 framboesas num palito.
Qual
a tua bebida preferida?
A minha bebida preferida é o Negroni.
Na
tua opinião qual a tendência a nível de cocktails para 2020?
Os sabores asiáticos estão
cada vez mais a ser uma tendência. Cada vez mais se usa ingredientes oriundos
da Ásia e acho que irá ser uma tendência ainda mais presente nos bares.
Como
vês o momento do mundo do bar em Portugal?
Está a evoluir cada vez mais,
e temos bartenders talentosos a fazer coisas muito bonitas. Cada vez mais os
portugueses e Portugal é conhecido não só pelos vinhos, mas também pelos
cocktails.
Qual
o Barman que mais admiras? Ou que serve como referência?
Para começar, o meu mentor José Portela, ex. formador do
Turismo de Portugal. Actuais, o Marco
Guedes, Nelson de Matos, José Mendes, Gonçalo Bragança, Tiago Mira, Pedro
Paulo, Paulo Gomes, são os bartenders portugueses que sigo com mais
frequência, alguns são amigos próximos e que tenho muito gosto de os conhecer e
que me ensinaram muito.
sábado, 7 de dezembro de 2019
O eleito do Cocktails & Mistura Fina na Rubrica Com…é Cristiano Losa, Chefe de Bar, do Golden Oldie, no Porto.
Continue a pensar na
relevância que é a divulgação de temas de interesse dos profissionais de bar,
junto dos seguidores do Cocktails & Mistura Fina, que permitam a
valorização pessoal, cultural e profissional dos amantes desta linda profissão,
estar atento e sempre que possível divulgar o que de melhor se faz, em Portugal
e além-fronteiras, em prol do Bartending e da hospitalidade.
Hoje trago-vos um profissional
e empresário, que com determinação, com a sua companheira apostou na abertura
de espaço de eleição, na cidade do Porto, vocacionado para os cocktails de autor.
Um amante do mundo do bar,
sempre atento às novas tendências, constantemente disponível para implementar
os seus conhecimentos, nas mais diversas vertentes, participando em diversos
workshops, palestras, master classes, com objectivo de adquirir mais
conhecimentos e competências, colocando o seu profissionalismo, criatividade,
em prol de um serviço de excelência, provocando assim, a satisfação dos
clientes.
O
eleito do Cocktails & Mistura Fina na Rubrica Com…é Cristiano Losa, Chefe
de Bar, do Golden Oldie, no Porto.
Cristiano
Losa, antes de mais os meus sinceros agradecimentos pela
disponibilidade, para partilhares momentos da tua vida pessoal, profissional,
com os amantes do Bartending, e seguidores do Cocktails & Mistura Fina.
Qual
o teu atual local de trabalho?
Actualmente trabalho no Golden
Oldie, um bar de cocktails situado no centro do Porto, junto ao jardim da
Cordoaria. Espaço que tive a felicidade de abrir recentemente com a minha
companheira, Sara Ferro.
Qual
a função que desempenhas? Desde quando?
Neste momento além de Chefe de
Bar sou coproprietário do espaço Golden Oldie, há aproximadamente 5 meses, data
em que o espaço abriu.
Cristiano
Losa, como descreves o bar onde trabalhas?
O Golden Oldie é um bar de
cocktails inspirado nos anos 20 em Paris, com uma atmosfera intimista e
requintada, detalhes de Art Nouveau e onde se pode ouvir Charleston, Foxtrot e
Jazz.
Além de uma carta de cocktails
de assinatura, com um conto de um Mocho que sobrevoa a cidade do Porto em busca
de ingredientes para os cocktails, podemos encontrar uma carta de cocktails
clássicos e alguns petiscos de inspiração francesa.
Qual
o tipo de serviço que ofereces aos teus clientes?
Primamos por um serviço
intimista e próximo para que os clientes se sintam à vontade desde a primeira
instância, oferecemos um serviço com qualidade e personalizado.
Cristiano
Losa, qual a tua formação a nível de bar?
Nunca tive nenhuma formação
escolar de bar, o trabalho desenvolvido até hoje acaba por reunir informações,
técnicas e métodos de trabalho dos múltiplos profissionais com os quais tive o
prazer de trabalhar e vivenciar experiências durante estes anos. Contei com a
ajuda de algumas formações profissionais mais especificas entre elas Balance
Course da Black Pepper, com o Luís Domingues e o curso Molecular de Bartending
Project pelo Luca Ciapponi.
Como
começou o gosto pela profissão?
Desde cedo fui rodeado por
este mundo, cresci no mundo da hotelaria ligado a um restaurante da minha
família, foi aí que percebi o quanto me aprazia o contacto com o cliente. Mais
tarde, e para ter uma ajuda nos estudos, fiz pequenos trabalhos em discotecas e
bares próximos de casa onde descobri e ganhei curiosidade sobre destilados e as
suas diferentes conjugações.
Posteriormente e porque a
inovação é um dos factores que mais me motiva, decidi mudar-me para Lisboa onde
fui convidado a abrir um projecto, um bar de cocktails.
Como responsável de bar,
deparei-me com uma diferença abismal no mercado, onde tinha uma maior liberdade
criativa, no entanto na altura, ainda não estava ocorrente de todas as
tendências de bar. Perante a inquietação do desafio, senti prazer na pesquisa,
descoberta e criação que me levaram a construção do profissional que hoje sou.
Cristiano
Losa, durante a tua actividade profissional, em que outros locais desenvolveste
o teu trabalho?
Vários foram os locais em que
desenvolvi o meu trabalho e adquiri conhecimentos e novas experiências, de
entre eles, saliento:
O
Lotus Bar & Bistro em Lisboa,
Vermuteria
da Baixa, Porto.
e
Sky Valley Lounge Terraza em Esposende.
Qual
a tua opinião sobre a presença dos Bartenders Portugueses pelo mundo?
Cada vez mais presenciamos o
trabalho de Bartenders portugueses noutros países, conquistando os seus espaços
e criando tendências. Pessoalmente, tenho orgulho e acho muito positivo visto
que cria alguma proximidade entre o que é desenvolvido nacionalmente e o que é
feito lá fora, abrindo-nos algumas janelas e criando novas oportunidades.
Qual
opinião sobre a profissão de Barman |Barmaid |Bartender?
Devemos ser essencialmente
bons anfitriões, descobrir verdadeiramente o que o cliente deseja, sendo um
cocktail ou não, visto que enquanto profissionais de hotelaria o nosso
objectivo principal é a satisfação máxima de quem nos visita e o desejo de
voltar.
Cristiano
Losa, o que oferece-te dizer sobre a vertente da Mixologia?
Para mim “Mixologia” é apenas
mais uma forma de nos referirmos a prática de fazer cocktails, tornando-nos
“mixologistas” em vez de bartenders. Contudo é uma distinção, a meu ver,
desnecessária e que na verdade é um termo já bem antigo, que nos remete ao
século 19 e que foi revivido para descrever o recente renascimento dos
bartenders.
Enquanto bartenders ou
“mixólogos”, o que me parece importante é que continuemos a encarar com
seriedade a nossa profissão e a explorar novos, ou simplesmente melhores
sabores e combinações, produtos e destilados em busca de oferecer ao nosso
cliente uma experiência única e personalizada.
Diz
algo sobre o Flair Bartending?
Flair Bartending para mim é,
na sua essência, uma prática de entretenimento entre o bartender e o público.
Não é uma técnica que use no meu dia a dia, ou que alguma vez tenha prática e
explorado, contudo aprecio toda a envolvência e espetáculo por esta criado.
Cristiano
Losa, como tem sido a experiência em participares nos Concursos de Cocktails?
É sempre uma experiência
gratificante, tanto a nível de reconhecimento do nosso trabalho, como a nível
pessoal e de aprendizagem com outros profissionais da área. Neste momento não
tenho uma presença tão assídua devido ao novo projecto que tenho em mãos que
não me deixa muito tempo livre.
Dos
concursos em que participaste quais os que salientas?
Definitivamente de todos os
concursos que participei o que teve mais impacto em mim foi o Bacardi Legacy,
devido a grandiosidade e envolvência do evento.
Quais as Classificações?
Fiquei entre os primeiros 6
finalistas a nível nacional, pertencendo assim aos semi finalistas da Europa do
sul.
Cristiano
Losa, qual o teu "Cocktail" clássico preferido?
O meu cocktail clássico
preferido é um Vieux Carré.
Origem:
Criado
em 1938 por Walter Bergeron, Chefe de bar do que hoje é o “Carousel Bar”, no
Monteleone Hotel, em New Orleans, EUA.
O nome é a versão francesa do Bairro
onde está localizado o hotel, o French Quarter.
Vieux
Carré - In Difford’s Guide
Ingredientes:
30 ml de Bourbon Whiskey
30 ml de Cognac V.S.O.P.
7.5 ml de Bendictine D.O.M.
30 ml de Martini Rosso
1 Dash de Angostura Bitter
1 Dash de Peychamd’s Bitter
Método
de preparação:
No
Mixing Glass adicionar todos ingredientes, gelo, mexer bem.
Servir
no
copo Old Fashioned.
Decoração com
uma casca de limão.
Qual
a composição de bar que mais gosta de preparar?
A composição de bar que mais
gosto de preparar é o New York Sour.
Origem:
Segundo
vários autores acredita-se que ter sido criado por volta de 1880, por um
bartender, de Chicago.
New
York Sour - In Difford’s Guide
Ingredientes:
60 ml de Bourbon Whiskey
30 ml de Sumo de limão
15 ml de Xarope de açúcar
1 Dash de Angostura Bitter
22.5 ml de Vinho Claret
Método
de preparação:
Adicionar os ingredientes
no Shaker excepto o Vinho Claret, efectuar um “dry shake” reverso. Seguidamente
adicionar gelo, agitar vigorosamente, filtrar e bater novamente sem gelo.
Coar para
o copo Old Fashioned com gelo. Por fim adicionar o Vinho Claret no top do
cocktail.
Decoração: casca
de limão.
Cristiano
Losa, o Cocktails & Mistura Fina sabe que a tua criatividade não tem
limites, assim gostava que partilhasses 3 receita de "Cocktails" da
tua autoria, com os nossos seguidores e amantes dos Cocktails.
Aqui ficam meu caro amigo, os
3 cocktails da minha autoria, um muito obrigado por esta oportunidade.
Continuação de um trabalho de excelência.
Breve historia do Nostalgia
Descansou, depois, o Mocho num
rabelo, envolto numa Nostalgia de mosto, e o doce e campestre do alecrim
transformou a saudade em festim (Menu
golden age).
Nostalgia by Cristiano Losa
Ingredientes:
2 cl Black Bull
3 cl Porto Tawny 10 Anos
3 cl Puré de Pera Funkin
1 cl Xarope de açúcar (rych)
3 cl Sumo de limão
15 Dash bitter de roquefort
(homemade)
Fumo de alecrim
Método
de preparação:
Juntar todos os ingredientes
no shaker e agitar, verter em double strain para uma coupette, colocar dentro
da campânula e aromatizar com smoking gun, alecrim seco.
Decoração: Ramo
de alecrim
Breve
historia do Legado
O Mocho, certo dia, as asas
estendeu pela ribeira.
E, no seu voo, solitário, mas
abrangente, inalou salina, pólen, lima e flor de laranjeira, intuindo o seu
Legado: o prazer da descoberta. (Menu
Golden Age)
Legado by Cristiano Losa
Ingredientes:
3 cl Pierre Ferrand 10th
generations
2 cl Porto Tawny 10 Anos
1,5 cl Figaro
2,5 cl Sumo lima e limão
1 cl Xarope de mel e pólen
(homemade)
4 Dash solução salina
(homemade)
Solução
Salina:
3gr Flor de sal
10gr Água
(Mexer até dissolver)
Xarope
de mel e pólen
500g Água
500g Mel
30g pólen
5cl cognac
0,03gr ácido cítrico
(Levar todos os ingredientes a
fervura)
Método
de preparação:
Juntar todos os ingredientes
no shaker e agitar, verter para parte inferior da ampulheta em double strain.
Fumar a parte superior da ampulheta utilizando smoking gun com flor de
laranjeira desidratada e juntar as peças.
Breve
historia do Encantamento
Surpreso e encantado, percebeu
que chegara ao seu destino, quando, ancorado na Torre Eiffel, se sentiu
despertar por uma brisa balsâmica para a arrebatadora visão de Paris.
Encantamento by Cristiano Losa
Ingredientes:
5 cl Ocho Blanco
2,5 cl Licor de laranja,
hibiscus e Pierre Ferrand 10th generations (homemade)
3 cl Sumo lima e limão
Perfume de champagne e rosas
(homemade)
Método
de preparação:
Juntar todos os ingredientes
no shaker e agitar, verter para taça cocktail em double strain , aplicar
perfume.
Decoração:
Sal
Rosa Dos Himalaias.
Qual
a tua bebida preferida?
Confesso que gosto
especialmente de beber Cognac.
Na
tua opinião qual a tendência a nível de cocktails para 2020?
Na minha opinião não existe
uma tendência a nível de cocktails definida para 2020, existem sim várias
formas de trabalho, diferentes métodos e ideias as quais cada bartender dá a
sua interpretação pessoal.
Contudo, temos cada vez mais
um público que começa a ter mais conhecimento e a querer ter cada vez mais
experiências únicas e personalizadas, o que nos oferece uma maior liberdade
criativa e de conjugação de novos sabores. Com isto acredito que vamos
continuar com esta grande evolução no nosso mercado.
Como
vês o momento do mundo do bar em Portugal?
Neste momento temos cada vez
mais um público que começa a ter mais conhecimento e a querer ter cada vez mais
experiências únicas e personalizadas, o que nos oferece uma maior liberdade
criativa e de conjugação de novos sabores. Com isto acredito que vamos continuar
com esta grande evolução no nosso mercado.
Qual
o Barman que mais admiras? Ou que serve como referência?
Não vou escolher apenas um
porque acaba por ser injusto, mas gostaria principalmente de mencionar pessoas
em Portugal que contribuíram e continuam a faze-lo actualmente para que a nossa
indústria continue numa onda ascendente de maior qualidade e visibilidade; para
isso destaco o trabalho desenvolvido por João
Teixeira, Luca Ciapponi, Luís Domingues, Nelson de Matos e Paulo Gomes, dos
quais admiro e sigo os seus trabalhos nas suas diferentes vertentes.
Cristiano Losa, o Cocktails
& Mistura Fina aproveita para desejar as maiores felicidades pessoais,
profissionais e sucesso para o “Golden Oldie”.
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